11 de fevereiro de 2025

Qual o futuro do marketing de influência?

O marketing de influência, ou mercado de influenciadores, já está mais do que consolidado como uma das estratégias mais poderosas para marcas que desejam se conectar com seu público de forma autêntica e impactante. No entanto, as redes sociais, palco principal dessa revolução, têm enfrentado desafios significativos nos últimos tempos: mudanças de algoritmos, questões de privacidade, desconfiança do público, possíveis proibições em alguns países e até mesmo a saturação de conteúdo. Diante desse cenário, surge a pergunta: qual é o futuro do marketing de influência?

A resposta pode estar na adaptação e na inovação. O marketing de influência não vai desaparecer, mas está passando por uma transformação necessária. E aqui neste post faremos algumas reflexões e tendências que devem permear o futuro desse mercado.

Os consumidores estão cada vez mais críticos em relação a conteúdos patrocinados e parcerias que parecem forçadas. Influenciadores que conseguem manter uma conexão genuína com seu público, compartilhando experiências reais e valores alinhados às marcas, continuarão a se destacar. A grande onda de aproximações a Bets, do Tigrinho, entre outros, já está deixando alguns influenciadores a ver navios, alguns deles até já foram presos.  Ou seja, a transparência e a honestidade serão os pilares dessa nova era.

Além disso, com as incertezas em redes como Instagram e Twitter (agora X), os influenciadores e as marcas estão explorando novas plataformas. O TikTok, por exemplo, mostrou seu potencial explosivo, mas enfrenta desafios significativos, especialmente nos EUA, onde questões geopolíticas e de segurança de dados ameaçam seu futuro. A possível proibição do TikTok nos Estados Unidos, também, serve como um alerta: não podemos depender exclusivamente de uma única plataforma.

Além do TikTok, outras redes, como o LinkedIn para nichos profissionais, e plataformas emergentes, como o BeReal, estão ganhando espaço. A chave é estar onde o público está, sem depender exclusivamente de um único canal.

Outro ponto importante é que conteúdos superficiais estão perdendo espaço para produções que realmente agregam valor. Tutoriais, dicas práticas, análises profundas e storytelling bem elaborado são alguns exemplos de como os influenciadores podem manter-se relevantes. As marcas, por sua vez, precisam apoiar essa criatividade na geração de conteúdo significativo, alinhando-se a propósitos que vão além do simples consumo.

Novamente, os micros e nano-influenciadores seguem ganhando seu espaço. Enquanto os mega-influenciadores enfrentam desafios de engajamento e credibilidade, muito em razão dessas aproximações obscuras com casas de apostas e jogos de azar, as comunidades menores, mas altamente engajadas oferecem um retorno mais orgânico e uma conexão mais próxima. Para muitas marcas, essa pode ser uma estratégia mais eficiente e, também obviamente mais econômica.

Em paralelo, ferramentas de inteligência artificial, realidade aumentada e metaverso estão abrindo novas possibilidades para o marketing de influência. Influenciadores e marcas que souberem incorporar essas tecnologias de forma criativa terão um diferencial competitivo. Imagine, por exemplo, um influenciador fazendo um unboxing virtual de um produto no metaverso ou usando IA para personalizar recomendações aos seguidores? Isso seria bem disruptivo, sem dúvida.

O marketing de influência está longe de acabar, mas está evoluindo. Para sobreviver e prosperar nesse novo cenário, marcas e influenciadores precisam estar dispostos a se adaptar, inovar e, acima de tudo, ouvir seu público. A autenticidade, a diversificação de plataformas e o foco em conteúdo de valor serão os grandes diferenciais.

A incerteza em torno do TikTok nos EUA é um exemplo claro de como o cenário digital pode mudar rapidamente. Em vez de temer essas mudanças, devemos vê-las como oportunidades para explorar novas plataformas, formatos e estratégias.

 

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